o nome deste blog era VIAJANDO PELO MUNDO, mas fiz tantas postagens sobre comidas e restaurantes que resolvi mudar o nome, se vc frequenta este blog , as informações sobre viagens esta no blog www.tambemqueroir.blogspot.com

o nome www.remacaroca.blogspot.com, surgiu entre amigos.........vamos fazer um blog sobre nossa futura viagem, ja que um mora no rio de janeiro, outro em recife, outro na italia e outra na irlanda ficou as iniciais, por idade, do mais velho ao mais jovem RE gina MA riza CA cau,ROsalvo CAmila.....
agora nao dá para mudar, ou melhor, eu nao sei fazer isso rsrsrsr.....................
Errar é humano. Vadiar é parisiense.

Victor Hugo

21 de jun de 2010

todos em ritmo de copa do mundo, ou festa junina??

Andei um pouco afastada de minhas pesquisas, mas estou voltando......
e voces, animados ?
Camila acha que estamos meio desanimados......
Cacau ja voltou de Barcelona, mas ainda não chegouuuuuuuu........
Ro sumiu........muito trabalho ?
Voltem a se comunicar comigo pelo blog........senão a viagem não sai     op's..........olhem a determinação.

13 de jun de 2010

Cacau chegou.....

estamos esperando as dicas de Barcelona.....
Pode postar tudo...

12 de jun de 2010

Voces sabiam disso sobre a Irlanda = história



O que mais gosto nas pesquisas sobre viagens, é a historia.
Como não quero virar uma chata,  não vou postar aqui a historia dos países que vamos conhecer em Outubro,
só vou colocar o básico rsrsrsr, mas se alguém se interessar, ai estão os endereços.


http://www.arqnet.pt/portal/universal/irlanda/fome.html
 (depois de ler sobre isso, vc passa a admirar muito esse povo)


http://www.claudiocrow.com.br/sjames-intro.htm#quem
                                                                                                                                      


A contínua história de isolamento da ilha da Irlanda revelou-se a um só tempo uma maldição e uma bênção para a cultura celta naquelas terras. Livre da influência romana e em tempos de cristianismo longe do controle do Vaticano, a Irlanda conseguiu preservar com muito mais riqueza de detalhes os mitos e lendas dos celtas.

Panoramix

http://www.claudiocrow.com.br/druidismo_celtas.htm
http://www.claudiocrow.com.br/Irlanda-bio2-celta.htm
http://www.claudiocrow.com.br/mitos_irlanda.htm

Conhecido como a Canção de Amergin, esse poema é uma ode à Natureza - tão nobre e inspirador quanto os textos sagrados hindus. Parafraseando Peter Beresford-Ellis, “nesta canção, Amergin une o universo a seu próprio ser, num pensamento filosófico que remete à declaração de Krishna no Bhagavad Gita hindu”.



Sou o vento que sopra sobre o mar;
Sou a onda das profundezas;
Sou o rugido do oceano;
Sou o Gamo de Sete Batalhas;
Sou um falcão no penhasco;
Sou um raio de sol;
Sou a mais verdejante das plantas;
Sou um javali em fúria;
Sou um salmão no rio;
Sou um lago na planície;
Sou uma palavra de Sabedoria;
Sou a ponta de uma lança;
Sou a fascinação para além dos confins da terra;
Como os deuses, posso mudar de forma.


São Paulo's favourite Irish bar & gringo hangout

IRLANDA

Nelson's Pillar e Spire



 O’Connell Street.
É a Avenida Paulista de Dublin. A rua mais importante, o coração da cidade. Nela se localiza o principal e um dos únicos monumentos da cidade, o Spire of Dublin (abaixo).

Até mesmo os próprios irlandeses não são muitos orgulhos da “escultura” e chamam o Spire de needle, agulha em português. (O Wikipedia fala é popularmente chamado de Spike aqui, nunca ouvi isso, mas faz sentido também.)
Mas o Spire (fotografado por também em outro post), tem uma historinha que vamos contar agora. Antes dele existir, no mesmo lugar existia o Nelson’s Pillar (abaixo), muito similar a Nelson’s Column (apenas 10 metro mais alto) localizado em Londres. Em 1830 foi inaugurado o Pillar, símbolo da dominação inglesa sobre a Irlanda, motivo que também causou a sua destruição em 1966. No dia 08 de março desse ano o IRA colocou uma bomba na base e implodiu o Pillar.

Mais de 30 anos depois, Dublin se tornara uma cidade grande, e necessitava um monumento que representasse sua gradeza: Torre Eifel? Não tem espaço! Estatuda da Liberdade? Dublin não é uma ilha. Cristo Redentor? Aqui tudo é Plano! Esfinge? Muito grande, aqui venta muito, vai estragar rapidinho…
Depois de anos e anos pensando a respeito e divagando a melhor alternativa, alguém sugeriu THE SPIRE!, que tem como nome oficial Monument of Light (Monumento da Luz). Com ele foi feito uma revitalização da O’Connell Street, obras que terminaram 5 anos atrás, em 2003, ajudando dar um ar um pouco mais moderno a cidade.
Por que o Spire é legal?
Porque fica no centro, tem 120m de altura e é um ótimo ponto de encontro. Ah, ver fazer manutenção nele também é legal, um guindaste enorme, muito legal! =o)
Por que o Nelson’s Pillar era legal?
Só tinha 40 metros de altura, mas dava pra subir no topo ver a cidade e fazer fotos bacanas.

Por que o Spire não é legal?
Não tem muito o que fazer com ele. Não dá pra subir, não tem efeito bonito a noite. É só uma “agulha” mesmo.
Por que o Nelson’s Pillar não era legal?
Porque representa a dominação inglesa sobre a Irlanda. Período de Guerra, sofrimento, mortes e fome pra muita gente por aqui.

Cliffs of Moher


Cliffs of Moher

Os Cliffs of Moher estão localizados no condado de Clare (ou Co. Clare) do lado oeste da ilha dos Leprechauns, beirando o oceano atlântico.
Considerado uma das maiores atrações da Irlanda e também um dos finalistas das Sete Maravilhas do Mundo da Natureza, os Cliffs of Moher são um conjunto de penhascos lindíssimos que se extendem por 8 kilometros.
A formação geológica é surpreendente e é possível ver as diferentes marcas feitas por velhos canais fluviais por toda a encosta. As marcas mais antigas datam mais de 300 milhões de anos (não é mole não), encantando nossos olhos e atiçando nossa imaginação.
Próxima ao ponto mais alto, há 214 metros de altura do mar, há uma pequena to chamada O’Brien Tower. (Construída em 1835 por Cornelius O’Brien, descendente do primeiro Rei da Irlanda, Brian Boru). Ela é uma espécie de observatório para que se possa apreciar os Cliffs of Moher do melhor ângulo, contudo é uma torre pequena e uma vez que você paga para entrar (dois euros) há pouco espaço para se ter uma boa vista, porque o topo da torre é muito apertado e as divisões das pedras (a parte de cima do castelinho) não permite que se tire boas fotos.
Fazer o quê. Pelo menos todo o complexo (Cliffs of Moher, escadarias, centro de visitas e torre) estava vazio e consegui tirar muitas fotos bacanas, especialmente da plataforma de observação (escadarias).
É um lugar conhecido internacionalmente e abriga diversas espécies de pássaros marítimos, em especial o Puffin. Os Cliffs of Moher têm mais de 200 hectares protegidos por leis da União Européia, demonstrando a importância da natureza.
É um cenário tão lindo que já esteve em alguns filmes, sendo o mais recente “Harry Potter e o Enigma do Príncipe”.
Para chegar lá (de Dublin) é só passar no Dublin Tourism Office (na O’Connell Street ou na Suffolk Street) e perguntar sobre os “1 Day tours” (Ou passeios de 1 dia) para lá. Os ônibus saem diariamente da Suffolk Street e o passeio (com guia) sai por volta de 45 Euros (ida, tour e volta).
Dirigir até lá também pode ser uma boa pedida e se quiser um tour com guia você pode contatar o centro de visitas dos Cliffs of Moher para agendar uma.
De qualquer maneira, os Cliffs valem uma visita, seja para admirar os pássaros marítimos, para observar essa formação magnífica ou para apreciar o pôr do sol em um dos lugares mais belos do mundo.

9 de jun de 2010

8 de jun de 2010

Budapeste


Cafés maravilhosos a preço de uma boa padaria paulista

(Lateral do New York café, foto minha)
Que tal tomar café numa antiga construção do final do século 19, com bancos de veludo vermelho, lustres de cristais, paredes ornamentadas com papéis de parede ou desenhos com retoques de ouro, doces absolutamente saídos das páginas de um legítimo livro de gourmet e se quiser, uma taça de vinho espumante (ou para quem não se importa se sua origem é de Champagne) por módicos R$15? Isso é possível em alguns dos chramosos cafés de Budapeste. Dentre eles o New York Café (Erzsébet körút - uma das avenidas principais de Peste, próximo à estação de metrô e tram Blaha Lujza tér) e o Mirror Café (no hotel Astoria, bem próximo à estação que leva o mesmo nome também em Peste).

 
fotos: ainda é possível ver os nomes em húngaro. Mais fotos minhas.

São tantas as variedades de doces que vale a pena o esforço de degustar dois ou três por dia,como confesso (sem culpa) tê-lo feito (pode-se notar a estravagância até hoje!). Uma das especialidades são os crepes com geleia de frutas vermelhas (groselhas, framboesas, morangos, e outras berries), mas há também os creamcheese, também com geleia de frutas vermelhas, e os de chocolate que não acabam mais: chocolate com marzipan, chocolate com avelã e chocolate com Barack (damasco) ou Szilva (ameixa). HUmmmmmmmmmmm! Mal posso lembrar, já estou com água na boca....

 
Foto: parece espumante pra turista, mas a verdade é que é muito boa e com bom preço. As bolhas são diminutas, como há tempos não experimentava. Pois bem, comprei uma garafinha de 200ml e esqueci de despachar. Coloquei na mochila e o raio-x do aeroporto acusou uma garrafa. Resultado: só dava eusinha ao lado do raio-x virando o "champagne quente". Aquelas que eram bolhas diminutas estavam bem maiores! Lição: não esqueça que não se pode embarcar com mais de 100ml ou mgr (em caso de gel ou cremes) na bagagem de mão.....Aprendi a duras penas tanto na ida como na volta.Essa foto embaçada foi efeito do álcool.

Curioso foi ver que amigos homens se encontrarem nos cafés para bater papo, fumar um cigarro e passar tempo, assim como o fazemos (ou eu costumava fazer...) nos botecos e cervejarias. Os cafés parecem mesmo fazer parte da cultura. e nós, brasileiros maiores produtores de café do mundo ainda penamos para encontrar lugares tão agradáveis (claro, há padarias, os cafés-franchising, e alguns cafés originais bem razoáveis, mas são ainda pouco numerosos).


O intrigante é pensar quem frequentava estes belos cafés durante o comunismo. Eram democraticamente compartilhados ou serviam apenas alguns ligados ao poder? Mas o que é possível afirmar é que hoje não são cafés luxuosos, mas absolutamente acessíveis. Acho que em Paris passaria longe de um café como qualquer um desses que tivemos o prazer em frequentar.

foto: primeiro café de todos, New York Café, dentro do hotel de mesmo nome onde estava parte das equipes de Fórmula 1 que participaram da corrida neste sábado 25 de julho (dia do acidente do Felipe Massa).

1 de jun de 2010

na rota dos castelos da Boemia

Esse trecho esta incluido em nossa viagem, podem curtir.


A região da Boémia é o jardim de Praga: a uma escassa meia hora de transporte público entramos numa paisagem de colinas verdejantes, bosques e parques bem cuidados. Em direcção ao Sul, palácios e castelos vão desfilando em todos os estilos: fortaleza medieval, castelo de fadas, palacete romântico. Alguns são parcialmente habitados pelos seus proprietários, que guardam a privacidade numa parte do edifício e abrem o restante aos visitantes. A rota que seguimos abrange os mais importantes e conhecidos mas também outros, onde os turistas não param, como Dobris, popular apenas localmente e palco de frequentes festas privadas.
Para além de belas fachadas, alguns escondem interiores requintados e, sobretudo, belos parques e jardins de proporções apreciáveis, que vale a pena percorrer. Como a abundância permite a escolha, decidimo-nos por oito palácios e castelos que formam um fio lógico entre as duas cidades, de Norte para Sul, de Praga a Ceský Krumlov. Esta é, sem dúvida, uma maneira interessante e original de conhecer um pouco mais do património deste país, parceiro recente da União Europeia.

CASTELO DE PRAGA

Há quem diga que o romantismo quase se perde quando mergulhamos na multidão diária de turistas de todo o mundo que atravessa os seus pátios em direcção à catedral, aos palácios Real e de Verão, às igrejas e à pequena Viela Dourada de casas perfeitas, construídas ao longo da muralha; mas para o recuperar basta deambular pelas magníficas ruas medievais que o rodeiam, passear pelo Jardim Real renascentista - e beber uma cerveja numa das cervejarias com vista sobre a cidade.



PALÁCIO DE PRUHONICE

Viagens Praga, República Checa: Palácio de Pruhonice
Palácio de Pruhonice, muito frequentado pelos habitantes de Praga
Protegido pela UNESCO, é o maior castelo antigo do mundo: ocupa mais de sete hectares, e a catedral e complexos religiosos adjacentes acrescentam-lhe mais uns sessenta e oito. Foi residência de reis durante séculos e agora é, em parte, usado pelos presidentes da república. Com as muralhas envolvidas pelo casario da cidade, a sua marca mais visível é a catedral de S. Vito, que levanta as pontas aguçadas e escuras das suas torres, bem acima dos telhados vermelhos que descem em cascata até ao rio Vltava. Nasceu no século IX, quando o príncipe Boriboj mandou construir um grupo de casas protegidas por uma muralha no cimo da colina, e desde então não parou de crescer e mudar a cada reino, transformando-se na maior atracção da cidade.
Apesar de se tratar de um edifício simultaneamente imponente e elegante - uma imitação do estilo renascentista -, a maior atracção é o gigantesco e bem tratado parque que o envolve. O edifício principal está fechado ao público, ocupado pelo Instituto Botânico, mas a profusão de espécies, muitas delas exóticas, e a extensão dos seus bem desenhados jardins percorridos por quase quarenta quilómetros de veredas, fazem de Pruhonice um verdadeiro parque de recreio para os habitantes de Praga, que aqui vêm caminhar e fazer piqueniques aos fins-de-semana. Curioso é o facto do seu proprietário mais importante ter sido o conde Emanuel Teles da Silva-Tarouca, botânico amador português que, em finais do século XIX, transformou os jardins num verdadeiro oásis de plantas raras, lagos, pontes de madeira, combinações de rochas e musgos, algo entre o cuidado e o selvagem numa área que hoje ocupa cerca de 250 hectares. Há mais de oito mil rododendros e de setecentas espécies de alta-montanha. O conde vendeu depois a propriedade ao estado em 1927, mas continuou a viver aqui até à sua morte, em 1936.



PALÁCIO DE KONOPISTE

Castelo de Konopiste, numa viagem à Boémia
Vista do Castelo de Konopiste
A história empurrou este castelo para a linha da frente dos famosos: o seu último proprietário foi o arquiduque Francisco Fernando, sobrinho de Sissi e de Francisco José I, imperador austro-húngaro, e o seu assassinato desencadeou a Iª Guerra Mundial.
No século XIII já existia aqui um castelo gótico que, com o mudar das épocas e das modas, foi sofrendo readaptações decorativas renascentistas e barrocas, assim como incêndios, estragos de guerra e calamidades naturais, passando de mão e mão até ser adquirido pelo arquiduque em 1887. Francisco Fernando quis fazer dele uma habitação e refúgio da corte, ao estilo romântico, ao mesmo tempo que aumentava a área de bosque para se dedicar ao seu passatempo favorito: a caça. O seu assassínio em Sarajevo não permitiu que concretizasse os seus planos, mas hoje podemos visitar um extenso bosque recheado semeado de estátuas, um jardim de rosas e, no interior, resguardadas por paredes que pouco guardam do primeiro castelo defensivo, as infinitas colecções do arquiduque: mais de trezentas mil cabeças de animais, um número infinito de estatuária e pinturas referentes a S. Jorge e o Dragão, e valiosos objectos decorativos, muitos dos quais roubados pelos nazis e devolvidos mais tarde pela Alemanha.



CASTELO DE CESKÝ STERNBERK

Vista do magnífico Cesky Sternberk, República Checa
Vista do magnífico Cesky Sternberk, República Checa
Uma autêntica fortaleza de pedra, é a primeira imagem que temos de Ceský Sternberk: escondido num extenso pinhal, surge de repente no alto de um monte rochoso sobranceiro à estrada. Da sua primeira construção, no século XIII, já só resta uma torre arruinada. Quase completamente destruído durante uma guerra no século XV, a sua reconstrução obedeceu a um estilo completamente diferente, de grande influência italiana. No século XVII recebeu os magníficos interiores barrocos que ainda hoje podemos ver e cujo ponto máximo é a Sala do Cavaleiro, com uma decoração ostensiva composta por pinturas e relevos de estuque pintado, como ditava a moda da época.
Restituído pelo estado em 1992, continua nas mãos da mesma família há mais de setecentos anos. Guarda uma bela colecção de arte gótica, relógios e miniaturas de prata holandesa, para além de dezenas de retratos antigos da família, que também é proprietária do palácio de Jemniste - este último aberto a recepções sociais.



CASTELO DE KARLSTEIN

Viagens República Checa: Castelo de Karlstein, o mais visitado da Boémia
Castelo de Karlstein, o mais visitado da região da Boémia
A sua localização, no cimo de um monte arborizado, rodeado por densos bosques habitados por veados e outras criaturas fugidias, faz dele o castelo mais visitado no país fora de Praga. Antecede a aldeia um panorâmico campo de golfe de onde se avistam as suas linhas góticas perfeitas, uma reconstrução de finais do século XIX que materializam o castelo dos nossos sonhos.
Construído no século XIV por Carlos IV, tem três pisos, sendo o primeiro o lugar de habitação do rei e o segundo uma igreja e a capela privada do monarca. O terceiro é o mais original e interessante do castelo: a Capela de Sta. Cruz, que representa Jerusalém e cuja abóbada celeste está decorada com mais de cento e vinte pinturas religiosas sobre madeira, para além de uma cruz desenhada com pedras semipreciosas. A sua popularidade exige que se faça uma reserva com antecedência, para poder participar numa das visitas guiadas. Mas mesmo que não seja possível visitá-lo por dentro, a verdade é que vale a pena vir até Karlstein apenas para ver o seu enquadramento nesta paisagem extraordinária.



PALÁCIO DE DOBRIS

Viagens República Checa
Boémia, República Checa
A cor avermelhada do edifício destaca-se no verde-escuro dos bosques de Brdy, antigo território de caça da realeza checa. Data do século XVIII, pelo que oferece um contraste interessante com a rudeza defensiva de Karlstein. A sua mistura de estilos neoclássico e rococó revela-se na fachada e interiores, do mobiliário à decoração. O jardim ao estilo francês, que combina couves, frutos e flores com grande harmonia, desemboca num parque em socalcos, onde estátuas acompanham as escadarias e uma romântica ponte de pedra, conhecida por Ponte do Diabo, galga o riacho que o atravessa.
Para além de visitas guiadas, o palácio de Dobris está também aberto a eventos sociais, como casamentos ou congressos. Restituído pelo estado aos seus anteriores proprietários em 1998, depois de ter sido expropriado pelos nazis em 1942 e, desde meados dos anos 40, ter funcionado como Casa do Sindicato dos Escritores Comunistas, o palácio é um belo exemplo do aproveitamento turístico do património histórico.



CASTELO DE HLUBOKA

Castelo de Hluboka, na Boémia Checa
Castelo de Hluboka, na Boémia Checa
Como um ramalhete compacto de torres brancas - ou um bolo de aniversário coberto de creme, como alguns lhe chamam - este é o segundo castelo mais visitado da Boémia, depois de Karlstein. O seu aspecto actual data dos séculos XVII, XVIII e XIX, épocas em que tomou a forma de um palácio renascentista, sendo depois restaurado sucessivamente ao estilo barroco e romântico - embora o castelo original seja do século XIII. Os seus jardins e a magnífica estufa lateral merecem uma longa visita, e podemos até cruzar-nos com um grupo de “cavaleiros medievais” vestido a rigor, chamando o público para um dos frequentes espectáculos de época que se realizam no Verão. Nos pátios interiores acolhem-nos dezenas de estátuas de veados, pinturas e candelabros luxuosos, vitrais e vasos chineses. A cozinha, o quarto da princesa Leonor e a biblioteca são particularmente interessantes.
À direita da entrada do castelo, não perder a Galeria Ales da Boémia do Sul, que tem uma belíssima colecção de arte checa.



CASTELO DE CESKÝ KRUMLOV

Viagens Cesky Krumlov
O belíssimo Castelo de Cesky Krumlov
Tal como o castelo de Praga, o de Ceský Krumlov é também apenas mais um monumento numa cidade que, por si só, já é monumental e protegida pela UNESCO. Todas as ruelas que nos levam da praça principal em direcção à sua bela torre redonda, na outra margem do rio Vltava, são ladeadas de casas restauradas, algumas delas provavelmente tão antigas como o castelo.
Dois ursos vivem no fosso que antecede a ponte levadiça e as paredes estão pintadas numa imitação de colunas e estátuas em relevo. Graças ao seu tamanho e localização, o castelo podia funcionar como uma pequena aldeia independente, incluindo um magnífico teatro, que ainda hoje é usado para os mais variados eventos culturais. Os aposentos privados das famílias que aqui viveram, agora abertos a visitas guiadas, são francamente opulentos, e a vista sobre o rio e a aldeia é digna de um postal.



GUIA DE VIAGENS


QUANDO VIAJAR PARA A REPÚBLICA CHECA

O percurso é realizável durante todo o ano, mas as melhores épocas serão, talvez, a Primavera e o Outono, uma vez que no Verão a temperatura é agradável (uma média que ronda os 24°), mas há chuvadas frequentes, e no Inverno a média das temperaturas é de -5° e há neve e gelo em quase todo o território.

COMO CHEGAR A PRAGA

Pesquisa e reserva de voos na eDreams
Voar para Praga com a TAP pode ficar por menos de 260€, dependendo do dia do voo, mas talvez seja possivel encontrar voos mais baratos. Uma vez em Praga, três dos monumentos listados são facilmente acessíveis de transporte público para um dia de visita: o castelo de Praga; o palácio de Pruhonice, onde se chega com uma combinação de metro até Opatov e depois com autocarro nº 363, 325 ou 385; e o castelo de Karlstein, que tem comboios cada meia hora da estação de Smichov. A estação fica a 500 metros da aldeia e cerca de 1 quilómetro do castelo. Para os restantes, pode optar por ir avançando aos poucos com os transportes públicos, mas esta será uma opção válida apenas para os que têm muito tempo e paciência, uma vez que estes são escassos e nem sempre directos; a melhor opção é alugar um automóvel. Dependendo da época e do tipo de veículo, é possível encontrar automóveis por menos de 30€/dia.

HOTÉIS EM PRAGA

Hotéis
Aqui fica uma lista de hotéis em Praga, com possibilidade de efectuar directamente as reservas online. Praga é uma das cidades mais caras da Europa em questão de dormidas, mas pode encontrar Albergues da Juventude bem situados em relação ao centro, para além das cadeias internacionais mais conhecidas. Três outras boas opções, todas muito próximas do centro, são: Hostel Týn, a dois passos da praça principal da cidade, na rua Týnska, 21. Os quartos são muito simples mas limpos e um duplo custa cerca de 50€; Hotel Koruna, de três estrelas, por trás do Teatro Nacional, na rua Opatovická, 16. Um duplo custa cerca de 130€; Hotel Sax, na rua Jánsky vrsek, 328/3 com vista para o castelo no bairro de Malá Strana, um dos mais antigos de Praga. Um duplo ronda os mesmos preços do que no hotel anterior.
Ceský Krumlov é uma cidade pequena e turística, onde tudo é fácil de encontrar; caso não goste de um hotel, pode sempre encontrar outro ao lado. A Pension Barbakan, na rua Horní, 26, é de recomendar pela localização, asseio e ambiente. Um duplo custa cerca de 60€.

GASTRONOMIA CHECA

A República Checa é, mais que justamente, conhecida pelas suas cervejas (pivo), e não faltam cervejarias tradicionais, excelente ocasião para conhecer os checos e partilhar a esplêndida cerveja que fabricam e que é mantida fresca em caves. Algumas delas também servem petiscos. A minha cervejaria favorita é a velha U zlatého tygra (Tigre Dourado), na rua Husova, onde até à sua morte era quase certo encontrar o escritor Bohumil Hrabal. A comida tradicional anda à volta da carne, sobretudo de porco, chucrute ou couve sob outras formas, salsichas e batata. O knédliky é uma curiosa (e saborosa) invenção: uma espécie de almôndega de pão fofo, geralmente regada com molho de carne estufada. Em pleno bairro turístico de Malá Strana, é preciso recomendar o Hostinec U trí zllatých trojek, na rua Tomásská, que serve comida checa e ainda algumas delícias vegetarianas por um preço moderado (3€ a 6€). Ou o restaurante de decoração medieval U sedmi Svábu, na rua Jánský vrsek, onde se come à luz da vela e oferece o mesmo tipo de pratos mas é um pouco mais caro. Em Ceský Krumlov, o U Dwau Maryí é muito agradável: fica à beira-rio e também está decorado ao “estilo medieval”.

INFORMAÇÕES

A República Checa situa-se na Europa Central, entre a Alemanha, a Polónia, a Eslováquia e a Áustria. A língua falada é o checo, mas ainda há quem fale russo e as gerações mais novas aprendem cada vez mais inglês e alemão. A moeda é a coroa checa, e um Euro vale cerca de 28 Coroas. O nível de vida é muito mais alto em Praga do que no resto do país, predominantemente agrícola; para os portugueses, o mais caro serão as dormidas, sendo a comida e os transportes geralmente mais baratos do que cá. Desde 2004 que a República Checa faz parte da EU, pelo que à chegada apenas se pede a apresentação do bilhete de identidade ou passaporte. A carta de condução portuguesa é válida em toda a Europa. Para mais informações, consultar a Embaixada da República Checa em Lisboa, na R. Pêro de Alenquer 14, tel. 213010487.



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